domingo, 27 de fevereiro de 2011

O que viemos fazer aqui?

Foto de Joel Almeida

Às vezes, quando estamos no olho do furacão, podemos correr o risco de nos esquecer do que viemos fazer aqui, nesta confluência de tempo e espaço chamada vida...

O que viemos fazer aqui? Pagar contas? Nos preocupar com o fato de que os outros não cuidam de si como deveriam? Ou não cuidam de nós como gostaríamos? Ficar tristes porque fomos excluídos ou desconsiderados?

Lamentar os que partiram? Os sonhos que não se realizaram? As dores físicas ou morais?

De novo: o que viemos fazer aqui? A gente vive para quê?

Talvez esta propaganda nos inspire e nos ajude a refrescar a memória...




sábado, 12 de fevereiro de 2011

Voando sem asa, com Vangelis

Afirma Manoel de Barros: "Poesia é voar fora da asa".

Para descansar a mente, voltar-se para o coração, tocar a sensibilidade, fique com a poesia deste vídeo produzido pela BBC. Belas imagens e a música inspirada de Vangelis, o fantástico músico grego, conhecido também pelas lindíssimas trilhas compostas para o cinema.


sábado, 5 de fevereiro de 2011

SOZINHOS X JUNTOS

Há os que são áridos e espinhosos...
Ainda estamos muito distantes de compreender noções de cidadania.

Muitos de nós não conseguem enxergar além do próprio umbigo. Alguns enxergam exclusivamente as necessidades e os desejos pessoais e às vezes somente os próprios caprichos.

Isso me chama a atenção. Semana passada assistia a uma palestra, posicionada, em minha cadeira de rodas, atrás da última fileira de cadeiras. Pude observar quando duas pessoas se levantaram arrastando suas cadeiras e esbarrando em várias pessoas à volta. Por qual razão não observaram que estavam perturbando os outros? 

Isso é o pequeno do cotidiano, em que também podemos observar os que atropelam os outros ao entrar ou sair de um elevador. Os que furam fila. Os que estacionam em vagas reservadas para pessoas com dificuldade de locomoção. Os que não se levantam para oferecer o lugar a gestantes, idosos ou pessoas com deficiência.

Será pedir demais que um indivíduo se lembre de outro com quem compartilha um lugar no tempo e no espaço?

Por tudo isso e muito mais, apreciei bastante este comercial do Santander que compartilho com vocês. Ele alerta: “Esse negócio de cada um por si não está dando certo”. E aponta situações representativas do dia a dia.

Ele me ajuda a lembrar de ter esperança num mundo em que seres humanos se recordem de que é melhor e mais inteligente viver junto, de maneira fraterna, respeitando as necessidades e diferenças individuais, que “viver” separado, isolado, ainda que com a ilusão de estar junto, porque cercado pela multidão.

... mas também os que são companheiros.
Aprecio a gentileza, o cavalheirismo, os gestos de delicadeza e cortesia, sem exageros e falsidades, claro. Há de chegar o dia em que tais posturas hão de habitar a alma de muitos e muitos seres humanos, que se ocuparão dos outros como se cuidassem de si mesmos. Mas será que, hoje, estão cuidando bem de si mesmos?

Mas não deixo também de reparar nas delicadezas com que meus irmãos de humanidade envolvem os outros no cotidiano. São os que compartilham sorrisos fáceis e espontâneos; oferecem carona; dividem o lanche; respeitam o espaço do outro e a diversidade humana; agradecem; cumprimentam; abrem uma porta para o um desconhecido; repreendem com sensibilidade e delicadeza... Tomara que consigam contaminar os distraídos, para que num futuro não muito distante possamos habitar um mundo bem mais confortável e macio…

Então, qual a sua opção: junto ou sozinho?

Vamos fazer juntos?



Atualização em 6/2


Fala, Cortella!
Ontem à noite, lendo o filósofo Mario Sergio Cortella, por sincronicidade deparei com este trecho, que divido com vocês. Está no livro Não nascemos prontos!, no capítulo A ambígua solidão.


"Há uma imensa diferença entre agrupamento e comunidade; esta pressupõe partilha de interesses e cuidado protetor mútuo, enquanto aquele resume-se a uma simples agregação de pessoas com raros objetivos coletivos comuns, pontuado por sinais de uma filantropia que, no mais das vezes, por ser calculista e interesseira, beira o cinismo utilitarista."



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