domingo, 16 de janeiro de 2011

Fazendo escolhas

Ano começou com necessidade urgente de fazer escolhas. Abrir mão do antigo, do conhecido que não traz mais satisfação, que não leva mais ao crescimento.

Havia um foco de frustração rompendo o ano de 2011. E isso não podia acontecer, eu não estava mais satisfeita com o rumo que o barco havia tomado.

Foi preciso me voltar para dentro, me lembrar de novo de quem sou. Do que quero. Do que me faz crescer, me impulsiona. E do que me leva à estagnação e à tristeza. Do que me torna opaca.

Mas não é fácil fazer escolhas, nem tomar decisões. Então, busquei por vários dias a conexão com minha alma, para que eu não me detivesse, não optasse pelo conhecido e pelo “fácil” por causa do medo do novo, da fragilidade que sinto no momento em que é preciso tirar novamente o barco do porto. Levantar âncora.

E, lendo Calunga, aprendi:

Tudo pode, nem tudo convém, escreveu Paulo. Tudo pode, mas só convém se confirma sua força íntima, se leva ao progresso e ao amor, seu destino superior. (…) Se suas escolhas enovelam você em mais necessidades e prisões, você pode até tomar esse caminho… Mas ocê quer?”
(Calunga definitivo, por Rita Foelker, ed. Gil)

Pois é, Calunga. Não quero mais esse caminho. Quero outro. Outro que, como você disse no mesmo texto, traga contentamento a minha alma.

Forças reunidas; decisão tomada. Espero ser fiel a mim mesma.

É também Paulo Freire que me inspira:

“Mulheres e homens, nos tornamos mais do que puros aparatos a serem treinados ou adestrados. Nos tornamos seres da opção, da decisão, da intervenção no mundo. Seres da responsabilidade.”
(Pedagogia da indignação)

A vida não é um bingo, onde vale a sorte. A vida é o resultado do conjunto das opções que fazemos.



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