quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

As não-receitas de viver


Se você procura receitas para viver, sinto dizer,
mas elas não existem...

Existe receita de bolo. De assado. De drink.

Viver não tem receita.

Às vezes (muitas vezes!), a gente tem medo e adota “receitas”. Os modos de ser sociais, culturais, familiares. Os jeitos que nos ensinaram as religiões, os professores. Temos medo e vergonha de expressar quem somos. Mas, aí, vem a vida e nos dá uma rasteira, no bom sentido.

O que ela quer mesmo é nos dizer que viver é bem maior que as coisinhas que nos contaram… Não cabe em códigos de conduta. Não cabe em moral, fixada no tempo e no espaço.

Para cada momento, uma decisão, uma escolha. Que precisa ser boa, ser válida em cada circunstância. Ser viável para você, sem causar dano ao outro. Isso, a ética ensina, não a moral.

Como diria Rubem Alves:

Em situações estáveis não é necessário pensar muito. Todas as soluções já estão previstas. Basta repetir e aplicar as receitas herdadas do passado. Receitas são úteis para resolver situações já conhecidas.
Crises são situações em que as receitas que funcionavam no passado deixam de funcionar. Em crises as soluções não são sabidas. As soluções devem ser inventadas.

Se não optarmos pelo jeito de ser das avestruzes,
escondendo a cabeça num buraco qualquer,
um mundo de possibilidades se descortinará.
Pois bem: estou em crise. E acho muito bom! Só que dá trabalho, pois não há receitas para este momento. Será necessário ouvir o que o coração dispõe, o roteiro que ele adivinha para esta nova fase.

Fabrico agora um novo jeito de ser, recheado de coisas antigas que continuam fazendo sentido. Traio o estabelecido e me reinvento. Será Natal dentro de mim, mais do que fora.

As sementes do vir-a-ser botam sua carinha pra fora. São regadas a coragem.

Foi Rosa (genial, sempre) quem descobriu:

O correr da vida embrulha tudo
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem

É preciso ter coragem...

Como nutrição para esta hora, tenho adotado como oração noturna a frase do filósofo Fernando Savater para seu filho:

“(…) tenha confiança. Não em mim, é claro, nem em qualquer sábio, mesmo que seja dos verdadeiros, nem em prefeitos, padres ou policiais. Também não em deuses ou diabos, nem em máquinas, nem em bandeiras. Tenha confiança em si mesmo, na inteligência que lhe permitirá ser melhor do que já é e no instinto de seu amor, que o abrirá para merecer boa companhia.”

Está na pág. 15 do fantástico livro Ética para meu filho. Ele não está dizendo, eu penso, que não se deva nem se possa contar com o outro. Mas que, em última instância, todos os instrumentos para uma vida boa estão dentro de nós mesmos, sem que para isso sejam necessárias as receitas...



P.S: Dica: leia o livro A alma imoral, do rabino Nilton Bonder. E veja o belíssimo monólogo de Clarice Niskier, baseado na obra. Eu lhe garanto que você não vai continuar vendo a vida do mesmo jeito.

Niskier, no indescritível monólogo A alma imoral



Obs.: Imagens do Google. Lamentavelmente não tenho os créditos.

sábado, 10 de setembro de 2011

A paz tem segredos?


Às vezes algo abala nossas estruturas, nos tira do chão, “como o vento de um tufão”.

Tira a nossa paz. Então, temos medo, insegurança.

O castelo de cartas rui. Mas podemos reconstruí-lo, revendo valores. É então que questionaremos o que é efetivamente importante para nós.

Reconstruído o castelo, sem que suspeitássemos vem novamente a paz. Diferente daquela de antes do processo... Estamos mais amadurecidos, agora.


Mas essa paz também é provisória. Porque, depois, o processo recomeça. 


A paz interior é construída com esforço, no cotidiano, minuto a minuto. A paz exterior também.

Para exemplificar, compartilho frases e experiências que demostram como esse processo acontece... 


Fique com a frase do psiquiatra Flávio Gikovate, que copiei de seu Twitter. Curta a música do Gil e pense em cada frase. E aprenda com as incríveis experiências de Ric Elias e de Jill Taylor, nos vídeos abaixo. Ainda bem que essas pessoas compartilham suas vivências conosco!


Grande abraço e muita paz (que vc mesmo construiu)!


“Cada nova idéia que nos penetra irá desorganizar nosso sistema de pensar e derrubá-lo como a um castelo de cartas. Reconstruí-lo é avançar!” @Flavio_Gikovate





Acompanhe Ric Elias contando as 3 coisas que descobriu quando seu avião caiu | Video do TED.com







Jill Bolte Taylor teve uma oportunidade de pesquisa incomum: ela sofreu um grave derrame, e observa enquanto suas funções de movimento, fala e autoconsciência entram em falência, uma a uma. Uma história incrível.







Retratar a paz 
Um rei queria adquirir para o seu palácio um quadro que representasse a paz. Para isso, convocou artistas de diversas partes do mundo e lançou um concurso por meio do qual seria escolhido o tal quadro e premiado o seu autor.
Logo começaram a chegar ao palácio quadros de todo tipo. Uns retratavam a paz através de lindas paisagens com jardins, praias e florestas; outros a representavam através de arco-íris, alvoradas e crepúsculos.
O rei analisou todos os quadros e parou diante de um que retratava uma forte tempestade com nuvens pesadas, redemoinhos de ventos e uma árvore arqueada abrigando, dentro de seu tronco, um pássaro que dormia tranquilamente.
Diante de todos os participantes do concurso, o rei declarou aquele quadro da tempestade o vencedor do concurso. Todos ficaram surpresos, e alguém protestou dizendo: 
- Mas... Majestade! Esse quadro parece ser o único que não retrata a paz!
Nesse momento o rei respondeu com toda a convicção: 
- O pássaro dorme tranqüilamente dentro do tronco apesar da tempestade lá fora. Esta é a maior paz que se pode ter: a paz interior. 
Paz não é a ausência de agitação no ambiente em que vivemos, mas o estado de tranqüilidade interior que cultivamos diante das tempestades da vida. 
Maria Salete A. Silva, Wilma Ruggeri, Jota Lima. Para que minha família se transforme. Título original: Mantenha sempre a calma. p.75. Campinas, SP: Verus Editora. 4ªed. 2003.


A paz não vem ao evitarmos os conflitos. Essa é a paz dos cemitérios e das águas paradas, que permitem a proliferação de moscas.

Paz é construção e vem com a maturidade, aprendendo-se a fazer escolhas.


sábado, 2 de julho de 2011

Você acredita em tudo que ouve ou lê?

Stephen Kanitz
(foto do Google, sem informação de autoria)

Hoje compartilho com vocês um texto do Stephen Kanitz*, figura que pensa e tem o hábito de emitir opiniões e divulgar informações que dão o que pensar. Mesmo que não concordemos com seu parecer, ele, no mínimo, levantará a poeira em nosso quartinho de crenças, valores, pareceres. Se você ainda não conhece o autor, dê uma vasculhada nos textos dele, aqui.

Muitos de nós somos educadores e formadores de opinião e pretendemos auxiliar na formação tanto de livres-pensadores quanto de pessoas éticas. Por isso, este texto colocará azeite nas reflexões sobre um tema importante: o hábito nefasto de acreditar em qualquer coisa, sem investigação. Especialmente quando a informação vem da internet, que às vezes mais se parece com uma terra-de-ninguém.

E vou dizer algo óbvio: como educadores, temos a obrigação de, no mínimo, pesquisar as fontes, em cada informação que emitirmos ou divulgarmos. Isso nos dá credibilidade. E educa aquele que recebe a informação para que inclua a investigação entre seus hábitos.

Eu sou uma chata, uma mala sem alça: cada vez que um professor, um amigo ou seja lá quem for dá uma informação ou distribui um texto sem fonte, pergunto logo de onde "aquilo" saiu...

Fiquem, então, com a análise do Kanitz.


Cuidado com o que ouvem

É preciso abrir mão da ingenuidade. Afinal,
já está longe nossa primeira infância...
Stephen Kanitz

"Vigilância epistêmica" é a preocupação que todos nós devíamos ter com relação a tudo o que lemos, ouvimos e aprendemos de outros seres humanos, para não sermos enganados. Significa não acreditar em tudo o que é escrito e é dito por aí, inclusive em salas de aula. Achar que tudo o que ouvimos é verdadeiro, que nunca há uma segunda intenção do interlocutor, é viver ingenuamente, com sérias conseqüências para nossa vida profissional. Existe um livro famoso de Darrell Huff chamado Como Mentir com Estatísticas, que infelizmente é vendido todo dia, só que as editoras não divulgam para quem. Cabe a cada leitor tentar descobrir.

Vigilância epistêmica é uma expressão mais elegante do que aquela palavra que todos nós já conhecíamos por "desconfiômetro", que nossos pais nos ensinaram e infelizmente a maioria de nós esqueceu. Estudos mostram que crianças de até 3 anos são de fato ingênuas, acreditam em tudo o que vêem, mas a partir dos 4 anos percebem que não devem crer. Por isso, crianças nessa idade adoram mágicas, ilusões óticas, truques. Assim, elas aprenderão a ter vigilância epistêmica no futuro.

Lamentavelmente, muitos acabam se esquecendo disso na fase adulta e vivem confusos e enganados, porque não sabem mais o que é verdade ou mentira.

Nossa imprensa infelizmente não ajuda nesse sentido; ela também não sabe mais separar o joio do trigo. Hoje, o Google indexa tudo o que encontra pela frente na internet, mesmo que se trate de uma grande bobagem ou de uma grande mentira. Qualquer "opinião" é divulgada aos quatro cantos do mundo. O Google não coloca nos primeiros lugares os sites da Universidade de Oxford, Cambridge, Harvard ou da USP, supostamente instituições preocupadas com a verdade. In veritas é o lema de Harvard. O Google não usa sequer como critério de seleção a "qualificação" de quem escreve o texto no seu algoritmo de classificação. Ph.Ds., especialistas, o Prêmio Nobel que estudou a fundo o verbete pesquisado aparecem muitas vezes somente na oitava página classificada pelo Google. Avaliem o efeito disso sobre a nossa cultura e a nossa sociedade a longo prazo.

E vale ter atenção para não ser enganado...
Todos nós precisamos estar atentos a dois aspectos com relação a tudo o que ouvimos e lemos:

• Se quem nos fala ou escreve conhece a fundo o assunto, é um especialista comprovado, pesquisou ele próprio o tema, sabe do que está falando ou é no fundo um idiota que ouviu falar e simplesmente está repassando o que leu e ouviu, sem acrescentar absolutamente nada.

• Se o autor está deliberadamente mentindo.

Aumentar a nossa vigilância epistêmica é uma necessidade cada vez mais premente num tempo que todos os gurus chamam de "Era da Informação".

Discordo profundamente desses gurus, estamos na realidade na "Era da Desinformação", de tanto lixo e "ruído" sem significado científico que nos são transmitidos diariamente por blogs, chats, podcasts e internet, sem a menor vigilância epistêmica de quem os coloca no ar. É mais uma conseqüência dessa visão neoliberal de que todos têm liberdade de expressar uma opinião, como se opiniões não precisassem de rigor científico e epistemológico antes de ser emitidas.

Infelizmente, nossas universidades não ensinam epistemologia, aquela parte da filosofia que nos propõe indagar o que é real, o que dá para ser mensurado ou não, e assim por diante.

Estamos na era da des-informação
(imagem do Google)
Embora o ser humano nunca tenha tido tanto conhecimento como agora, estamos na "Era da Desinformação" porque perdemos nossa vigilância epistêmica. Ninguém nos ensina nem nos ajuda a separar o joio do trigo.

Foi por isso que as "elites" intelectuais da França, Itália e Inglaterra no século XIV criaram as várias universidades com catedráticos escolhidos criteriosamente, justamente para servir de filtros e proteger suas culturas de crendices, religiões oportunistas e espertos pregando mentiras.

Há 500 anos nós, professores titulares, livres-docentes e doutores, nos preocupamos com o método científico, a análise dos fatos usando critérios científicos, lógica, estatísticas de todos os tipos, antes de sair proclamando "verdades" ao grande público. Hoje, essa elite não é mais lida, prestigiada, escolhida, entrevistada nem ouvida em primeiro lugar. Pelo contrário, está lentamente desaparecendo, com sérias conseqüências.  

Revista Veja, edição 2028, ano 40, nº 39, 3 de outubro de 2007, página 20.


*Stephen Kanitz é consultor de empresas e conferencista. Mestre em Administração de Empresas pela Harvard University, foi professor Titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo. Criador do Prêmio Bem Eficiente, para entidades sem fins lucrativos, e do site www.voluntarios.com.br.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Desaguando no outro

Este poema de Ronald Claver é tão lindo que dói. E é proibido desconhecê-lo, porque tudo que é belo deve ser oferecido como alimento, para enriquecer a vida.

Quem ama vai entender...


Nascendo com São Francisco

Ele nunca entendeu como aquela
Agüinha de nada que nascia aqui e ali
Numas mirradas minas e bicas no alto da Serra
Da Canastra
Poderia virar um São Francisco.
Como aquela agüinha que cabia em suas mãos
Iria um dia virar mar?
E em Pirapora, São Romão tornar-se imemorial,
Intenso?
É como o amor, pensou.
Começa num desaviso,
Num não querer querendo
Num começar crescendo
Até assumir a sua forma definitiva e corpórea
Aí já estamos imensos
E desaguamos no outro o nosso tanto.


Mais sobre Ronald Claver:


domingo, 27 de fevereiro de 2011

O que viemos fazer aqui?

Foto de Joel Almeida

Às vezes, quando estamos no olho do furacão, podemos correr o risco de nos esquecer do que viemos fazer aqui, nesta confluência de tempo e espaço chamada vida...

O que viemos fazer aqui? Pagar contas? Nos preocupar com o fato de que os outros não cuidam de si como deveriam? Ou não cuidam de nós como gostaríamos? Ficar tristes porque fomos excluídos ou desconsiderados?

Lamentar os que partiram? Os sonhos que não se realizaram? As dores físicas ou morais?

De novo: o que viemos fazer aqui? A gente vive para quê?

Talvez esta propaganda nos inspire e nos ajude a refrescar a memória...




sábado, 12 de fevereiro de 2011

Voando sem asa, com Vangelis

Afirma Manoel de Barros: "Poesia é voar fora da asa".

Para descansar a mente, voltar-se para o coração, tocar a sensibilidade, fique com a poesia deste vídeo produzido pela BBC. Belas imagens e a música inspirada de Vangelis, o fantástico músico grego, conhecido também pelas lindíssimas trilhas compostas para o cinema.


sábado, 5 de fevereiro de 2011

SOZINHOS X JUNTOS

Há os que são áridos e espinhosos...
Ainda estamos muito distantes de compreender noções de cidadania.

Muitos de nós não conseguem enxergar além do próprio umbigo. Alguns enxergam exclusivamente as necessidades e os desejos pessoais e às vezes somente os próprios caprichos.

Isso me chama a atenção. Semana passada assistia a uma palestra, posicionada, em minha cadeira de rodas, atrás da última fileira de cadeiras. Pude observar quando duas pessoas se levantaram arrastando suas cadeiras e esbarrando em várias pessoas à volta. Por qual razão não observaram que estavam perturbando os outros? 

Isso é o pequeno do cotidiano, em que também podemos observar os que atropelam os outros ao entrar ou sair de um elevador. Os que furam fila. Os que estacionam em vagas reservadas para pessoas com dificuldade de locomoção. Os que não se levantam para oferecer o lugar a gestantes, idosos ou pessoas com deficiência.

Será pedir demais que um indivíduo se lembre de outro com quem compartilha um lugar no tempo e no espaço?

Por tudo isso e muito mais, apreciei bastante este comercial do Santander que compartilho com vocês. Ele alerta: “Esse negócio de cada um por si não está dando certo”. E aponta situações representativas do dia a dia.

Ele me ajuda a lembrar de ter esperança num mundo em que seres humanos se recordem de que é melhor e mais inteligente viver junto, de maneira fraterna, respeitando as necessidades e diferenças individuais, que “viver” separado, isolado, ainda que com a ilusão de estar junto, porque cercado pela multidão.

... mas também os que são companheiros.
Aprecio a gentileza, o cavalheirismo, os gestos de delicadeza e cortesia, sem exageros e falsidades, claro. Há de chegar o dia em que tais posturas hão de habitar a alma de muitos e muitos seres humanos, que se ocuparão dos outros como se cuidassem de si mesmos. Mas será que, hoje, estão cuidando bem de si mesmos?

Mas não deixo também de reparar nas delicadezas com que meus irmãos de humanidade envolvem os outros no cotidiano. São os que compartilham sorrisos fáceis e espontâneos; oferecem carona; dividem o lanche; respeitam o espaço do outro e a diversidade humana; agradecem; cumprimentam; abrem uma porta para o um desconhecido; repreendem com sensibilidade e delicadeza... Tomara que consigam contaminar os distraídos, para que num futuro não muito distante possamos habitar um mundo bem mais confortável e macio…

Então, qual a sua opção: junto ou sozinho?

Vamos fazer juntos?



Atualização em 6/2


Fala, Cortella!
Ontem à noite, lendo o filósofo Mario Sergio Cortella, por sincronicidade deparei com este trecho, que divido com vocês. Está no livro Não nascemos prontos!, no capítulo A ambígua solidão.


"Há uma imensa diferença entre agrupamento e comunidade; esta pressupõe partilha de interesses e cuidado protetor mútuo, enquanto aquele resume-se a uma simples agregação de pessoas com raros objetivos coletivos comuns, pontuado por sinais de uma filantropia que, no mais das vezes, por ser calculista e interesseira, beira o cinismo utilitarista."



domingo, 16 de janeiro de 2011

Fazendo escolhas

Ano começou com necessidade urgente de fazer escolhas. Abrir mão do antigo, do conhecido que não traz mais satisfação, que não leva mais ao crescimento.

Havia um foco de frustração rompendo o ano de 2011. E isso não podia acontecer, eu não estava mais satisfeita com o rumo que o barco havia tomado.

Foi preciso me voltar para dentro, me lembrar de novo de quem sou. Do que quero. Do que me faz crescer, me impulsiona. E do que me leva à estagnação e à tristeza. Do que me torna opaca.

Mas não é fácil fazer escolhas, nem tomar decisões. Então, busquei por vários dias a conexão com minha alma, para que eu não me detivesse, não optasse pelo conhecido e pelo “fácil” por causa do medo do novo, da fragilidade que sinto no momento em que é preciso tirar novamente o barco do porto. Levantar âncora.

E, lendo Calunga, aprendi:

Tudo pode, nem tudo convém, escreveu Paulo. Tudo pode, mas só convém se confirma sua força íntima, se leva ao progresso e ao amor, seu destino superior. (…) Se suas escolhas enovelam você em mais necessidades e prisões, você pode até tomar esse caminho… Mas ocê quer?”
(Calunga definitivo, por Rita Foelker, ed. Gil)

Pois é, Calunga. Não quero mais esse caminho. Quero outro. Outro que, como você disse no mesmo texto, traga contentamento a minha alma.

Forças reunidas; decisão tomada. Espero ser fiel a mim mesma.

É também Paulo Freire que me inspira:

“Mulheres e homens, nos tornamos mais do que puros aparatos a serem treinados ou adestrados. Nos tornamos seres da opção, da decisão, da intervenção no mundo. Seres da responsabilidade.”
(Pedagogia da indignação)

A vida não é um bingo, onde vale a sorte. A vida é o resultado do conjunto das opções que fazemos.



terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Rios de Água Viva


Atualização em 6/2 
O curso de florais já terminou, mas continuamos com a campanha de arrecadação de recursos financeiros para a produção do remédio Água Viva. 
Para saber mais e para contribuir, clique em:
(Clique na aba Terapia Espitual e depois em Água Viva, na barra lateral à esquerda.)

Ano começando com muito trabalho. 
Na Universidade do Espírito de MG, instituição espírita onde exerço minhas atividades voluntárias, estamos nos empenhando com força e entusiasmo total para a produção do remédio Água Viva. Ele é confeccionado com ervas, que são maceradas pelos voluntários, sob supervisão de uma farmacêutica, seguindo todas as regras e padrões. As ervas são trabalhadas também com o magnetismo dos médiuns. Desde 2005, foram fabricadas 16 mil unidades entre líquido e gel, utilizadas por dezenas de pessoas com resultados surpreendentes. 

Água Viva gotas - Foto Andrei Polessi

O remédio é distribuído gratuitamente, porém, é claro, precisamos de doações financeiras para fabricá-lo. Os gastos com insumos (ervas, vidros, conta-gotas, vasilhame, etc.) chegam a 15 mil reais. As doações felizmente acontecem, mas ainda são insuficientes. Por isso, estamos promovendo um curso de Florais de Bach com renda totalmente voltada para a produção. 

O curso será ministrado por Fátima De Léo, farmacêutica, acupunturista, proprietária da Farmácia Homeopática Bezerra de Menezes, que é bastante conhecida e respeitada na capital mineira pelo excelente serviço que presta. Fátima trabalha com os Florais de Bach desde a chegada do remédio em solo mineiro, portanto conhece de fato o assunto, o que torna o curso imperdível. 

O curso será realizado na Clínica Holística Joseph Gleber, no Bairro Ana Lúcia, em Sabará, MG. Esse bairro fica ao lado do Santa Inês, pertinho do Centro de BH. 

Inscrições on-line: http://www.livrariarobsonpinheiro.com.br/

Contamos com seu auxílio para divulgar o trabalho! Agradecemos!





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