domingo, 18 de julho de 2010

Saco é um saco

Algo corriqueiro em nossa cultura é determinado comportamento passar a ser demonizado de uma hora para outra. 

Que precisamos ter atitudes sustentáveis, ninguém discute. Mas demonizar sacos plásticos para mim é demais. Recuso os sacos no supermercado só pra depois ter de comprá-los, a fim de descartar meu mísero lixinho do banheiro e da cozinha...

Mas, enfim, algumas reflexões recheadas de bom senso se fazem ouvir. O problema não é trazer os saquinhos para casa e reutilizá-los. A questão é cuidar para que sejam usados com consciência e descartados convenientemente, a fim de não entupir bueiros e, pior, ir parar no rio, depois no mar e virar comida de baleia.

Vi certa vez uma excelente entrevista sobre o assunto, com o sensato economista e ambientalista Sergio Besserman, mas não consegui recuperá-la. Então, posto aqui uma pequena reportagem seguida de comentário do jornalista André Trigueiro -- tudo fresquinho, saiu semana passada no Jornal das 10, do canal Globo News.

Como somos educadores e multiplicadores de opinião, temos de estar bem informados, para evitar a disseminação de mais um preconceito -- ou, quem sabe, de mais um engodo...

E tomem cuidado com a patrulha ideológica nos supermercados. Coitado de quem quiser trazer uma sacolinha para casa... 

Mas que é possível recusá-la em muitas circunstâncias, ah, isso é... Se compramos uma revista na banca, ela pode ser trazida na mão, ou na bolsa, por que não? Se vamos às compras no shopping, para que pegar uma sacola em cada loja? Não poderíamos pôr tudo numa única sacola? E por aí vai...

Por fim, um recado àqueles que residem em cidades onde não há aterros sanitários: procurem saber onde vai parar sua singela sacolinha. Tomara que não seja no ribeirão mais próximo.

Abração,

Laura


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