segunda-feira, 19 de julho de 2010

Meu valor = meus atos

Quis fazer este post para falar da fotografia no alto da página, que está muito pequena para que os detalhes sejam admirados. Ela foi tirada em Paris, no Instituto do Mundo Árabe. A imagem chama a atenção pela beleza plástica, e a frase, pela profundidade.


Reproduzo a frase, que convida à reflexão: La valeur de l'homme réside dans le meilleur des ses actes.

O valor do homem está no melhor de suas ações.

Ou seja: a árvore mostra o valor pelos seus frutos.

Que possamos dar bons frutos!

Ah! A foto foi tirada por mim.


Atualização em 17/10/2010: A foto não mais está no alto da página. Vcs sabem: sou metamorfose. Mas permanece aqui, para ser admirada e para reflexão... Abraços!

domingo, 18 de julho de 2010

Felicidade tem preço?

Depois da reportagem que li, da fantástica jornalista Cristiane Segatto, nem quero falar sobre o assunto.

Clique no link abaixo e vá direto para a página da revista Época onde está o texto. É sensacional.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI152146-15230,00-FELICIDADE+TEM+PRECO.html

Conheça-se a si mesmo

Eu simplesmente adoro testes de personalidade.

E achei este, publicado no site da Superinteressante, bem bacana. De fato, permite a você se conhecer melhor.

Corra lá e faça!

http://bit.ly/1xGtqj

Saco é um saco

Algo corriqueiro em nossa cultura é determinado comportamento passar a ser demonizado de uma hora para outra. 

Que precisamos ter atitudes sustentáveis, ninguém discute. Mas demonizar sacos plásticos para mim é demais. Recuso os sacos no supermercado só pra depois ter de comprá-los, a fim de descartar meu mísero lixinho do banheiro e da cozinha...

Mas, enfim, algumas reflexões recheadas de bom senso se fazem ouvir. O problema não é trazer os saquinhos para casa e reutilizá-los. A questão é cuidar para que sejam usados com consciência e descartados convenientemente, a fim de não entupir bueiros e, pior, ir parar no rio, depois no mar e virar comida de baleia.

Vi certa vez uma excelente entrevista sobre o assunto, com o sensato economista e ambientalista Sergio Besserman, mas não consegui recuperá-la. Então, posto aqui uma pequena reportagem seguida de comentário do jornalista André Trigueiro -- tudo fresquinho, saiu semana passada no Jornal das 10, do canal Globo News.

Como somos educadores e multiplicadores de opinião, temos de estar bem informados, para evitar a disseminação de mais um preconceito -- ou, quem sabe, de mais um engodo...

E tomem cuidado com a patrulha ideológica nos supermercados. Coitado de quem quiser trazer uma sacolinha para casa... 

Mas que é possível recusá-la em muitas circunstâncias, ah, isso é... Se compramos uma revista na banca, ela pode ser trazida na mão, ou na bolsa, por que não? Se vamos às compras no shopping, para que pegar uma sacola em cada loja? Não poderíamos pôr tudo numa única sacola? E por aí vai...

Por fim, um recado àqueles que residem em cidades onde não há aterros sanitários: procurem saber onde vai parar sua singela sacolinha. Tomara que não seja no ribeirão mais próximo.

Abração,

Laura


domingo, 11 de julho de 2010

O importante é viver tudo

Dúvidas pipocam em minha mente e angústias em meu coração. Queria ser capaz de compreender os acontecimentos. Ignorar as causas dos fatos ou as explicações para eles me inquieta, especialmente quando estou no centro das ocorrências.

Seria essa também uma forma de tentar exercer controle? Como não? Afinal, não saber significa se entregar, pelo menos por algum tempo, à sabedoria ( ? ) da vida. A interrogação se justifica: nem sempre acreditamos de verdade que a vida sabe o que faz... Gostaríamos de ser contratados como assessores de Deus. Gostaríamos de entender tudo a fim de poder interferir em tudo. Porém, a vida continuará tecendo sua rede, mesmo sem a nossa participação direta e consciente.

E, se não saber significa se entregar, entregar-se significa ter de se render ao fato de que o futuro é delineado por escolhas que fazemos de modo frequentemente inconsciente... Ninguém nasce pronto.

Foi nesse clima que encontrei novamente os versos que havia lido muitos anos atrás. Eles sempre tiveram o poder de apaziguar meu coração diante das inevitáveis interrogações. Corri ao livro e copiei os versos de Rainer Maria Rilke para registrá-los aqui. Podem ajudar muita gente!

Grande abraço,

Laura

"Seja paciente com as coisas não resolvidas em seu coração...
Tente amar suas próprias indagações...

Não procure agora respostas que não podem ser alcançadas, pois você não seria capaz de vivê-las.
E o importante é viver tudo.

Viva agora as indagações.
Talvez você possa, então, pouco a pouco, sem mesmo perceber,
Conviver, num dia distante, com as respostas."

sábado, 3 de julho de 2010

Viveiro de estrelas

E, por falar em brilho no olho, tenho a felicidade de conviver com pessoas que cintilam. Há uns anos, fiz este poema para um grande amigo, que sempre me encantou, entre outras coisas, pelo olhar.

Compartilho com vocês.

***


Pára um pouco e olha o céu, ser da Terra.
Verás pontinhos como faíscas.
Não te cansarás de olhar esse espaço
onde os anjos derramaram purpurina
– anjos que brincam de esconde-esconde
e às vezes esbarram nas coisas de Deus.

Sabias, pequeno anjo, que também há estrelas na Terra?
É que alguns anjos mais arteiros
deixaram respingar nestas paragens
material de trabalho do Criador:
uma substância brilhante
incandescente (mas que, curiosamente, não queima, só aquece!)
cintilante, reluzente
qual chuva de lantejoulas de variada cor.
(Muitas algumas cores)

Sabes, pequeno, onde foi parar essa matéria que cintila?
Os anjos procuraram, sem parar
E sua natureza diáfana e luzidia
luziu ainda mais
rebrilhou
quando, alados, céleres, descobriram
onde fora parar
o produto do roubo do laboratório de Deus.

É que, de súbito, algo brilhou
como diamante que se encontra escondido no solo.
Escondeu-se; novamente cintilou…
Um anjo matreiro observou com perspicácia:
era num humano olhar que esse espelho luzia
era num humano olhar que lantejoulas
coloridas
encontraram lugar propício para se instalar.

O anjo observou mais:
nem todos os olhares luziam…
Por que seria?
Foi um anjo cantor que descobriu,
porque seu ouvido sensível “escutou” uma música que partia dos olhares diamantinos.

Ah!… é que naqueles olhares havia algo inusitado
havia um ser que passeava nos jardins do olho – janela da alma.
Meu Deus! Era ela que passava…
Agora era possível ver por que as lantejoulas escolheram morar naqueles olhares.
Eles eram povoados pela alma
que vinha passear a cada tarde
no  cálido jardim do humano ser
divino em cada porto.





Brilho no olho


Li hoje no site Personare a seguinte frase da jornalista Julia Comodo: 

"Deveríamos lembrar que a vida é curta para ser pequena".

E é verdade!!! Como podemos nos contentar com uma vida pequena? Mas o que seria uma vida "grande"? Para isso seria necessário responder à frase do Caetano: "Viver... A que será que se destina?"

Talvez cada um tenha a sua resposta. Acredito, contudo, na necessidade de atenção ao brilho no olho. É uma tese importante e científica, essa que passo a expor. A vida pede contato: comigo mesma, com o outro, com as circunstâncias. Pede envolvimento. Pede relação. Isso tudo lubrifica a própria vida -- e o olho, evidentemente.

Olho lubrificado brilha. olho lubrificado indica tesão de viver. Outra citação: Sem tesão não há solução. Essa é de quem mesmo? Quem lembra levante a mão!

Já repararam na quantidade de pessoas que trazem olhos embaçados?

Não, não é possível viver de olhos embaçados -- não é possível viver bem! Portanto, atenção ao brilho no olho. Se ele estiver embaçado, alerta vermelho. Algo precisa ser mudado para conferir sabor aos dias. A vida é curta e precisa ser grande.

Já que hoje é dia de citações, termino com um Fernando Pessoa autêntico:

"Para ser grande, sê inteiro: nada 
Teu exagera ou exclui. 
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és 
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda 
Brilha, porque alta vive."


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