segunda-feira, 28 de junho de 2010

Encantamento

Tanta coisa me produz encantamento.

Há muito tempo ando enfeitiçada por Gabriel. Acho que será para sempre...

Há duas ou três semanas, não paro de ouvir a deliciosa voz da cantora Stacey Kent, no CD Raconte-moi. Que álbum bem feito, sensível, belo. As canções são tão suaves, tão delicadas, tão lindas!

Adoro viajar e volto sempre encantada pelos lugares que conheço.

Sou tão encantada pela vida de Gandhi que procuro sempre conhecê-la mais e mais, para me inspirar.

Quantas vezes reli O pequeno príncipe? Sei lá... Esse príncipe me encanta, e mais ainda me encanta um homem chamado Exupéry.

Meus amigos me encantam, mas antes me sensibilizam com sua terna atenção.

Há algumas pessoas nobres de alma que cuidam de mim tão carinhosamente que chego a questionar se mereço.

Ricardo me encanta, pela transparência e pela dignidade.

Conhecer pessoas com alma elegante me fascina.

E desde que li Manoel de Barros pela primeira vez fiquei encantada. Veja:

"Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós." Manoel de Barros 



quarta-feira, 23 de junho de 2010

Um jeito pra chamar de meu...


Tentando encontrar o meu jeito de me expressar no mundo.
Para que eu não precise mais me expressar do jeito do outro...

"A gente encontra o próprio estilo quando não consegue fazer as coisas de outra maneira." (Paul Klee)

domingo, 20 de junho de 2010

Beleza americana

Assisti ontem ao instigante filme Beleza Americana...

Beleza Americana (no original, em inglês, American Beauty) é um filme norte-americano de 1999, do gênero drama, dirigido por Sam Mendes. (Wikipédia)

Vários personagens me provocaram, como Carolyn, histérica, que abre mão do prazer de viver em troca de ser um sucesso. Sua busca pelas aparências e pelo status acabou deixando-a insensível às pessoas e até a si mesma, chegando a adotar um comportamento predatório com relação a si - chegava a se bater - e assumindo uma personalidade completamente e conscientemente falsa.

Carolyn, como tantos, nunca se perguntou se valia a pena se colocar num pedestal, supostamente acima de todos, se sentindo atraída e atraindo uma pessoa desprovida de ética e de sensibilidade como o Rei dos Imóveis, para quem a pessoa deve se mostrar um sucesso a qualquer preço...

Há um personagem psicótico e drogado que procura a beleza na morte, nas coisas, já que não consegue encontrá-la na sociedade em que vive, tão insensível, fria, violenta, arquitetada para ser um sucesso.

O filme de fato foi pensado para provocar. Chega a ser caricatural em certos momentos. Põe o dedo na ferida da sociedade de consumo, para a qual os valores éticos se desmaterializam pouco a pouco, restando a superficialidade e o vazio. Todos os atores têm uma atuação antológica, mas destaco Kevin Spacey, cujas expressões faciais se alternam, da patetice ao enamoramento, com maestria.

É preciso muita atenção ao fio condutor, dado pelo personagem de Spacey (Lester). Será que ele apresenta uma mudança ao longo da trama -- ou o diretor tece uma rede para enganar?
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